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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Andar na ponta dos pés



Andar na ponta dos pés

O hábito de andar na ponta dos pés não é exclusivo de pessoas com autismo. Embora seja mais comum em algumas crianças no espectro autista, também pode ocorrer em crianças com desenvolvimento típico. Existem várias possíveis explicações para esse comportamento.


Exemplos disso são a hipersensibilidade a estímulos táteis nos pés, a morfologia física e até o mau hábito. Leia o artigo e entenda um pouco mais sobre essa ocnidção que preocupa tantos pais.


1.Hipersensibilidade a estímulos táteis nos pés:

Algumas crianças com autismo podem se incomodar com a sensação dos pés ao caminhar, e andar na ponta dos pés diminui o desconforto.


2.Morfologia física do pé:

Em alguns casos, crianças com autismo podem ter alterações físicas nos pés que as levam a andar na ponta dos pés.


Lembrando que o hábito de andar na ponta dos pés não é, por si só, um indicador definitivo de autismo. Se houver outras preocupações relacionadas ao comportamento, comunicação ou interação social, é importante consultar um pediatra para avaliação mais específica.


Meu filho anda na ponta dos pés. Devo me preocupar?

Andar na ponta dos pés também pode ser resultado de outras causas. As crianças com transtorno de processamento sensorial (TPS) ou transtornos motores com base sensorial, na maioria das vezes andam nas pontas dos pés. São inúmeras as causas do equinismo idiopático ou pé de bailarina como é chamado quando a criança anda na ponta dos pés.


Durante o início da marcha a criança pode andar assim e a medida que vai acontecendo as experiências sensório motoras a caminhada vai aperfeiçoando. Fique atento, pois se persistir após os 2 anos, se torna preocupante.


Andar na ponta dos pés e a Disfunção Sensorial



Andar na ponta dos pés

Andar nas pontas dos pés significa que a criança está dentro do Transtorno do Espectro Autismo? Não necessariamente! Porém, as disfunções sensoriais estão muito presentes na vida das pessoas com autismo e andar nas pontas dos pés pode ser uma causa da disfunção sensorial, explica a terapeuta ocupacional Sofia Régis.


"Só a partir de uma boa avaliação que podemos iniciar uma intervenção eficaz e capaz de auxiliar essa criança a melhora na postura e no andar. "


Hoje, acreditasse que uma das causas de andar nas pontas dos pés pode estar, inteiramente, relacionado a disfunções no processamento das informações sensoriais do sistema tátil, proprioceptivo, vestibular e até mesmo o visual, diz a terapeuta.


A profissional explica que algumas crianças desenvolvem respostas negativas ou até mesmo aversivas a algumas situações que demandam o tato, como cortar o cabelo, pentear, cortar as unhas, usar roupas com etiquetas, pisar em superfícies mais ásperas, andar sem calçados, brincar com areia/massinha/slime, por exemplo, são algumas atividades que podem ser desafiadoras para essas crianças.


Outras já necessitam de muito movimento e para isso ficam nas pontas do pés para estimular o sistema vestibular. E ainda há as que apresentam uma pobre percepção do mapa corporal e ficam na ponta dos pés para perceber mais nessa área do corpo. Esses são alguns exemplos para essa possível forma de andar.


Integração sensorial

Como andar na ponta dos pés, dependendo do caso, tem relação de base com o sistema sensorial, uma das terapias mais indicadas é a integração sensorial de Ayres. Cabe lembrar que ter um bom pé é essencial.


Por isso, na grande maioria das vezes a avaliação se dá com fisioterapia e terapia ocupacional, para identificar a causa dessa ponta no pé. Será que é somente estrutural? Muscular? Sensorial? Só a partir de uma boa avaliação que podemos iniciar uma intervenção eficaz e capaz de auxiliar essa criança a melhora na postura e no andar.


Como tratar disfunção sensorial

A partir de uma boa avaliação é realizado um plano de tratamento para que durante os atendimentos seja estimulado as necessidades individuais de cada paciente.


Costuma-se usar equipamentos como cama elástica, rampas, balanços, túneis de tecido e escorregadores, entre outros que estimulem essas áreas de disfunção e proporcionem a organização sensorial dessa criança. O tratamento envolve a correção da marcha, bem como ajudar a criança a se adaptar melhor às sensações sensoriais recebidas.


Se o seu filho anda na posta dos pés e você está em dúvida quanto ao motivo, busque uma avaliação. A causa pode também estar relacionada com a estrutura física da criança. Veja o que diz a fisioterapeuta Elisabete Cartolano.


Andar na ponta dos pés: O que diz a Fisioterapia

Mesmo que uma criança menor de 2 anos, passe 70% ou 80% do dia andando na ponta dos pés, ja podemos deduzir que isso não trará benefícios para musculatura, articulações e toda percepção corporal, certo?


Podendo haver efeitos a longo prazo, trazendo impactos negativos na atenção, fala, comportamento e no alinhamento global gerando encurtamentos, permitindo quedas regulares e principalmente restrições na participação dessa criança ao meio que está inserida, pois ė um desafio andar na ponta dos pés, alterando toda sua postura e comportamento para se acomodar a mudança de peso para frente, já pensou nisso?


Atenção!

Nossas crianças precisam ter bons pés! Entenda a importância dos pés:


Os pés são nossa base de suporte. Com estabilidade dos pés e alinhamento adequado teremos melhor atenção, controle de tronco, cabeça, melhor função oral e uso de membros superiores. Uma "pobre" postura dos pés pode desencadear alterações em todo corpo, interferindo nas estruturas superiores como tornozelo, joelhos, quadril e tronco.


Devemos cuidar dos pés dos nossos bebês como preparação para o futuro favorecendo um bom desenvolvimento ósseo e um bom alinhamento.


O tratamento quando diagnosticado mais cedo poderá ser conservador, podendo envolver aplicação de medicamentos, uso de kinesiotaping, palmilhas, órteses e outros recursos associados ao tratamento Fisioterapêutico. Entretanto, quando maior for a criança e a rigidez articular maior a possibilidade de necessitar de tratamento cirúrgico e em seguida fisioterapia.


Em ambos os casos se faz necessário a intervenção de um trabalho em equipe com fisioterapia e Terapia ocupacional de forma atuar nos aspectos sensoriais e estruturais .


Anote das dicas valiosas!


Aproveite essas dicas fáceis e potencialize os estímulos em casa de maneira lúdica:


🔸Faça uma avaliação global com profissionais especializados para acompanhar desde cedo todo desenvolvimento do seu bebê desde o nascimento. Prevenção é tudo!

Veja sobre isso na coluna anterior


🔸 Troque alongamentos passivos por alongamentos ativos e funcionais, onde a criança participa e melhora a amplitude de articular, usando força para brincar.


🔸 "Abuse" dos circuitos que oferecem variabilidade de experiências sensório motoras que as crianças vão utilizar em suas atividades diárias, como subir e descer escada, pular, andar em superfícies irregulares pelas ruas, calçadas, praças e utilizar os brinquedos do parque.


🔸 Escaladas em pé usando os braços, como por exemplo: subir pela rampa de um escorrega.

🔸 Agachamento! Brincar agachado ou subir e abaixar para pegar algo no chão.


🔸 Colocar a criança em pé se equilibrando em uma perna, como se fosse se vestir.


🔸 Bom alinhamento ao longo do dia, como por exemplo: sentar com os pés apoiados para refeições e atividades lúdicas.


🔸 Brincar no chão na postura de sereia, evitar sentar na postura anel.


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*Redação Conversas Maternas

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