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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Coordenação motora fina, como estimular?


Hoje vou falar um pouco sobre nossas habilidades motoras finas. Pensando em desenvolvimento motor, primeiro aprimoramos o desenvolvimento motor amplo para depois ir ganhando e desenvolvendo o motor fino.


A coordenação motora fina determina como realizamos movimentos específicos e controlados: escrever, usar uma chave para abrir uma porta, abrir zíperes, abotoar, entre outros. Embora muitas vezes consideremos essas tarefas fáceis, o desenvolvimento das habilidades das quais essas ações dependem é crucial e importante desde o desenvolvimento da vida do bebê. Com isto, neste texto exemplificamos como se da o processo de desenvolvimento da coordenação motora fina.


As habilidades motoras finas e grosseiras permitem que todos nós adultos, crianças e bebês sejam fisicamente ativos e controlemos nossos corpos. As habilidades motoras finas são o resultado de pequenos músculos desenvolvidos como:

● músculos da mão;

● músculos da palma da mão;

● músculos dos dedos;

● bem como os músculos que envolvem a boca e os olhos.

A coordenação motora fina se desenvolve gradualmente. Desde os primeiros meses podemos observar o desenvolvimento da coordenação motora fina, como por exemplo, com três meses, onde o reflexo de pegar é dominante e nesse estágio, os bebês dobram os dedos e agarram qualquer objeto que se coloca em suas mãos.


"Vale destacar que a motivação natural e a curiosidade, juntamente com o brincar e as atividades apropriadas para cada fase do desenvolvimento, aumentam esse processo."

ESTÍMULOS POR FASES

A seguir vou citar algumas atividades que desenvolvem a coordenação motora fina desde os primeiros meses do bebê e que devem ser estimuladas em cada fase do desenvolvimento:

● 2 meses/4 meses: o bebê é capaz de juntar as mãos. Virar a cabeça para achar quem está falando e pode tentar levantá-la. Agarrar um chocalho. Virar de barriga para baixo e manter a cabeça firme quando sentado.


● 6 meses: o bebê é capaz de passar um brinquedo de uma mão para a outra. Alcançar e segurar objetos. Tocar os pés. Pegar comida na mão e levar a boca. Levantar os braços para ir ao colo. Começar a sentar sem apoio. Tentar alcançar objeto pequeno.


● 9 meses: o bebê gosta de objetos que possa pegar e bater usando as duas mãos. É capaz de pegar dois cubos. Puxa-se para ficar de pé. Senta-se sozinho e sem apoio. Engatinha. Fica de pé com apoio. Já realiza a pinça polegar – dedo.


● 1-2 anos: A criança é capaz de rabiscar papel espontaneamente. Segurar giz de cera com a mão toda. Pegar pequenos objetos e os colocar dentro de um recipiente. Empilhar blocos. Virar a página de um livro. Segurar colher e tentar comer. Ficar de pé sem ajuda. Aprender a andar e a correr. Subir escadas segurando o corrimão. Inclinar-se para pegar objetos e voltar para a posição de pé. Arremessar bola. Fazes torre de 4 cubos.


● 2-3 anos: A criança é capaz de fazer torres de 6 cubos. Recortar papel com tesoura. Fazer traços simples com giz de cera, imitar uma linha vertical. Colocar miçangas em um barbante. Arremessar bola em um alvo.


● 3-6 anos: A criança é capaz de copiar linhas e formas. Fazer torres de 8 cubos. Pegar lápis ou caneta fazendo movimento de pinça com os dedos. Escrever o nome. Cortar em cima da linha do papel. Começar a cortar formas com a tesoura. Vestir-se e despir-se de maneira independente. Abotoar e fechar zíperes. Desenhar pessoa de 6 segmentos.


Diante destas habilidades motoras que acabamos de ver, observamos a importância de um ambiente propício à prática e ao exercício repetitivo, pois ele ajuda a equilibrar o sistema nervoso amadurecido da criança, favorecendo os músculos para garantir que as habilidades motoras finas se desenvolvam em sincronia com a maturidade emocional e física da criança. Vale destacar que a motivação natural e a curiosidade, juntamente com o brincar e as atividades apropriadas para cada fase do desenvolvimento, aumentam esse processo.

E por aí, como anda a coordenação motora fina?!




* Sofia Régis é terapeuta ocupacional formada pela UFRJ, especializada no Conceito Neuroevolutivo - Bobath infantil, com Certificação Internacional em Integração Sensorial de Ayres e Aprimoramento em Neurodesenvolvimento Infantil.


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