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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Como educar os filhos


Uma das tarefas mais difíceis da maternidade é a de educar os filhos. Depois da fase inicial, que é essencialmente de cuidados físicos com o bebê, vem a questão: Como educar os filhos?


Naturalmente, tendemos a reproduzir o modelos das gerações passadas, que já conhecemos: ou imitando os nossos pais, ou fazendo o oposto.


A Disciplina Positva é uma vertente que propõe um caminho do equilíbrio, uma forma de criação que leva em consideração a criança como um indivíduo de direitos e que deve ser respeitado.


COMO EDUCAR OS FILHOS?


Tipos de educação parental:

De forma geral, existe três abordagens de criação que podem serem praticadas pelos pais.

  • A primeira é a autoritária. Quem manda é o adulto e as crianças não são envolvidas no processo de decisão. Neste modelo, o adulto impõe as regras e a punição para aquele que as violar.

  • A segunda é baseada na permissividade. Não há regras, nem limites. É a criança quem manda! São os "reizinhos da casa".

Sabemos que a forma de criação adotada pelas gerações anteriores influencia diretamente nos modelos de criação das próximas que virão. Isso acontece porque aprendemos passivamente observado os exemplos dentro de casa.


Quando nos tornamos pais, ou iremos imitá-los, ou iremos fazer de um jeito completamente diferente, quando percebemos que aquele modelo escolhido pelos nossos pais não era saudável.


Por que quebrar o ciclo?

Estudos sobre as infâncias, e sobre como o ambiente influencia o desenvolvimento físico, emocional e psicológico do individuo, nos mostram a importância da escolha consciente sobre como educar.


É fato que não precisamos mais imitar as gerações anteriores e que é necessário estudo e preparo para sermos melhores educadores, facilitadores nos processos do desenvolvimento infantil.


E foi assim, estudando, pesquisando e observando muitas famílias que a prestigiada terapeuta infantil Jane Nelsen, criou o modelo da Disciplina Positiva. Uma opção de método disciplinar aos modelos anteriores, que representa o equilíbrio entre e os dois extremos: autoritarismo e permissividade. Veja mais no vídeo:



A Disciplina Positiva se baseia nos conceitos da psicologia individual do psicanalista Alfred Adler, contemporâneo de Freud. Adler tinha interesse na questão da inferioridade e seu trabalhado era focado nos efeitos positivose negativos da autoestima.


Dentro da Disciplina Positiva, a criança pode ter um grau de autonomia e participar da tomada de algumas decisões, dentro do que é adequado para sua idade, do contexto familiar.


O adulto continua sendo o responsável, mas abre espaço para uma relação com mais comunicação, respeito e valorização dos sentimentos das crianças. O afeto conduz as ações dos pais, mesmo na hora de dizer não.


É dessa forma que devemos manejar o comportamento da criança. Sempre com firmeza e respeito, colocando a autoridade dos pais, mas sem autoritarismo.


"A longo prazo, pode ter consequências desastrosas. Disciplinar pela violência não é educar. Você já ouviu falar na Disciplina Positiva? Este é um modelo de criação parental que se baseia no firmeza, sim! Mas com afeto."

O impacto do trauma


O castigo ou aquela famosa "palmadinha" não ensina a criança se comportar de maneira adequada ou a lidar com os sentimentos. Ensina a ter medo da reação do adulto e não respeito pelos pais.


A estratégia pode até dar certo no momento, mas a longo prazo é extremamente prejudicial para a criança e, principalmente, para o relacionamento entre pais e filhos. Sabemos que um ambiente com baixo estresse e estímulos positivos leva a um bom desenvolvimento mental, físico e emocional.


Devemos também levar em consideração o fato de que o cérebro se desenvolve até os 23 anos de idade. Antes disso, ele não está totalmente maduro. Por isso, a criança e o adolescente tem grande dificuldade em lidar com frustrações, ter controle inibitório e pensar sobre as consequências de seus atos. Cabe aos adultos ajudá-los à tomar decisões assertivas. É possível acolher e respeitar sentimentos mesmo em momentos de frustração.

Defesa contra abusos

Outro benefício deste tipo de abordagem educacional é que uma criação respeitosa faz com que as crianças, não aceitem outra coisa que não viver sob o respeito ao longa da vida. Isso evita problemas como autoestima baixa, submissão, violência e aceitação de relacionamento abusivos no futuro.


A cultura de submissão na infância é histórica. O controle e a busca pela obediência vem desde o início dos tempos. A falta do afeto nas relações entre pais efilhos era comum na sociedade medieval.


A criança não era tratada como uma pessoa de direitos e, muitas vezes, a criação era delegada à outra pessoa. A educação dos pequenos eram deixadas à cargo de tutores. A ciência evoluiu ao longo dos anos e a neurociência pode nos ensinar muito à respeito do desenvolvimento do cérebro humano, como ele se desenvolve nas fases iniciais da vida e como isso afeta o comportamento das crianças.


Aprendemos que a neuroplasticidade permite ao cérebro se modificar e adaptar-se as mudanças do sistema nervoso. Nesse sentido, o organismo e o desempenho de uma criança na vida social e profissional futura são altamente influenciados pelas experiências vividas nos anos iniciais devida. A educação positiva pode ser o caminho.


A Lei da Palmada

No Brasil, existe a lei antipalmada que foi promulgada em 2014. LEI N 13.010, DE 26 DE JUNHO DE 2014. Originalmente, Lei Menino Bernardo, visa proibir o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis ou degradantes na educação de crianças e adolescentes.

O projeto de lei foi aprovadona Câmara dos Deputados no dia 21 demaio de 2014, após acordo com a bancada evangélica, que aceitou a mudança do texto para especificar que os pais ou responsáveis somente serão punidos se infligirem sofrimento físico à criança ou adolescente até 18 anos de idade.


O projeto de lei foi aprovado no Senado no dia 4 de junho de 2014. Para alguns especialistas, o texto da Lei é muito subjetivo, mas serve de instrumento de alerta e para quebrar uma tradição geracional que ainda vê a criança como um objeto pertencente ao adulto, e não como um sujeito com direitos.


Disciplinar pela violência não é educar.



*Geovanna Tominaga é jornalista, educadora parental, especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil. Estudante de Psicologia e Psicopedagogia mãe de primeira viagem do Gabriel.   Geovanna é criadora e editora do "Conversas Maternas" e também escreve a coluna "Mãe em Looping" na Revista Pais&Filhos.


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