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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Bilinguismo:o cérebro agradece

Você já deve ter percebido o "boom" na Educação Bilíngue nos últimos tempos, não é mesmo? Não é só porque falar um segundo idioma enriquece o currículo profissional dos jovens no competitivo mercado de trabalho atual. O aumento da procura por escolas que ensinam em duas línguas simultaneamente - a oficial do país e outra - aconteceu também porque estudos recentes das Neurociências mostraram que o bilinguismo potencializa o desenvolvimento do cérebro e, consequentemente, do indivíduo.


Sabemos que durante a Primeira Infância acontece o período de maior atividade cerebral e conexões sinápticas, criando as bases para o aprendizado pelo resto da vida. É por esse motivo que o ditado "quanto mais cedo, melhor!” se tornou tão popular. Ou no bom inglês, "the sooner, the better!”. Eu vou explicar pra você melhor como tudo isso acontece.


PROCESSOS CEREBRAIS

Os avanços tecnológicos e estudos científicos sobre o cérebro permitiram uma maior compreensão das áreas que estão envolvidas na linguagem. É sabido que os bebês possuem padrões universais de percepção e produção da fala, independente do idioma. Quando são expostos a uma determinada língua, acontece uma modificação nas estruturas cerebrais para a compreensão daquele idioma específico. Eles passam a distinguir padrões fonéticos(sons) do idioma que foram expostos, mas a capacidade de identificar padrões diferentes vai se tornando reduzida. Nos primeiros anos de vida, nós temos mais capacidade de apreender um maior número de padrões fonéticos do que na fase adulta porque esses fatores neurobiológicos facilitam o aprendizado precoce ou simultâneo de um segundo idioma. Desta forma, iniciar o ensino bilíngue o quanto antes parece ser importante. A criança que aprende em sistema de imersão, adquire idiomas diferentes como línguas maternas, e não secundárias.



NEUROCIÊNCIA E LINGUAGEM

A aquisição de linguagem é um processo bastante complexo que envolve diversos aspectos da cognição. Para falar, entender e interpretar uma ou mais línguas, o indivíduo precisa acionar diferentes áreas do cérebro. Pra você ter uma breve ideia, o cérebro é formado por cinco lobos(partes) que são responsáveis por receber e enviar impulsos elétricos ou químicos, que coordenam o comportamento dos indivíduos.


A linguagem possui duas dimensões: produção e processamento. Na primeira, traduzimos os nossos pensamentos e expressamos nossas ideias no mundo. Pra isso, precisamos conhecer os fonemas da língua e como eles se organizam para formar palavras, frases e sentenças. A segunda dimensão da linguagem, o processamento, permite que quem ouve, compreenda o que dizemos e tenha uma noção do que pensamos. Este processo de cognição, produção e processamento são executados pelo córtex frontal, temporal e parietal; responsáveis pelo processamento semântico e sintáticos, as conexões entre conceitos e palavras. As áreas de Broca e de Wernicke (lobo frontal) correspondem à articulação motora da fala.


IMPORTÂNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Esses estudos científicos apontaram que o córtex pré-frontal, responsável por definir qual idioma usar em diferentes momentos, é mais evoluído em pessoas bilíngues. Essa área também responsável pela nossa regulação emocional, está envolvida no planejamento de um comportamento cognitivo complexo, na expressão da personalidade, na tomada de decisões e na moderação do comportamento social. É a região mais evoluída do nosso cérebro, que começa a amadurecer a partir dos 3 a 4 anos de idade e só fica maduro por volta dos 25 anos de idade.


Nesse sentido, o Bilinguismo é um fator positivo nesse processo. Com o aumento da atividade cerebral, a criança amplia sua linguagem, apresenta melhor planejamento e organização, é mais flexível e aprende com mais facilidade. E a melhor forma de adquirir um novo idioma é naturalmente, como acontece com a língua materna em casa, conversando, cantando, lendo e brincando.




*Roberta Ambrosevici é pedagoga, pós-graduada em Alfabetização e Letramento e pós-graduanda em Educação Bilíngue. Atua como coordenadora acadêmica da Escola Maple Bear Gávea, Rj.





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