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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Autismo na sala de aula, como lidar


Os primeiros meses letivos são desafiadores para as crianças, pais e professores. Conhecer um novo ambiente, ou a professora nova, reencontrar os amiguinhos pode gerar aquele “friozinho na barriga”.


Esse obstáculo é ainda maior para as crianças com autismo - que estão dentro do espectro amplo - ou com atrasos no desenvolvimento. Sabemos que cada criança possui suas características e condições, e devem ser tratadas dentro de suas singularidades, com suas necessidades respeitadas.


O transtorno do espectro autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por atividades e interesses restritos (que são únicas para cada indivíduo) e realizados de forma repetitiva.


Não existe uma cartilha pronta que nos ensine como lidar com as crianças autistas num espectro tão amplo e variado, mas podemos utilizar recursos que nos tragam mais segurança e conforto para auxiliar os pequenos.


Por isso, separei aqui algumas dicas fundamentais para os profissionais da educação, auxiliares de sala e responsáveis, lidarem com as crianças que necessitam de um olhar diferenciado. Afinal, sabemos que, nessa caminhada, a união faz a força!


Autismo,  TEA,

AUTISMO EM SALA DE AULA

Vou compartilhar com vocês algumas técnicas cientificamente comprovadas que vocês podem usar na sala de aula e até mesmo em casa e que vai fazer muita diferença na qualidade da rotina com a criança com autismo:


Ler antecipadamente os relatórios disponíveis do aluno.

Dentre as informações, podem estar: avaliação fonoaudiológica, psicológica, de um profissional de Terapia Ocupacional e/ou médico, quais medicamentos o pequeno faz uso, entre outros. Além disso, os pais devem informar antecipadamente as características de seu filho que pode ser através de uma cartinha como “Quem sou eu!”.


Entrar em contato com os profissionais que atendem a criança.

A escola pode convocar uma reunião com os profissionais responsáveis por acompanhar o aluno, registrar e documentar todas as informações no Plano Educacional Individualizado (PEI), de direito do aluno com necessidades especiais, previsto no artigo 28-VII da Lei n° 13.146 (6/07/2015).


Informe-se sobre medicações que o pequeno utiliza continuamente e se ele possui alguma comorbidade.

Esse item é importante porque alguns autistas não possuem apenas autismo, geralmente eles têm outra condição associada, como TDAH, TOD, transtorno alimentar, distúrbio do sono, entre outros.


Conversar com os professores de anos anteriores.

Você pode saber a forma de ensino que mais se adequa ao estilo de aprendizado da criança. Talvez o mesmo tenha até alguma dica que possa ajudar no processo de inclusão.


Reconheça que o aluno possui pontos fortes e pontos fracos.

Conheça o aluno, reconheça suas dificuldades e suas habilidades. Devemos explorar e valorizar os aspectos positivos. Afinal, cada indivíduo possui mais do que pontos fracos.


Elogie todas as conquistas.

Por mais que pareça ser algo simples, toda conquista é relevante para a criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA).


Conheça o interesse dos pequenos e os use para planejar sua aula.

É comum, autistas apresentarem interesses específicos em animais, objetos, personagens, formas, entre outros. Devemos usar os interesses para estimular a participação durante as aulas e atividades.


Lembre-se que pessoas com autismo são mais visuais.

Elas são mais visuais do que auditivas, ou seja, elas são mais eficazes em usar figuras e imagens do que conteúdos em forma de texto. Portanto, explorar o estímulo visual é uma ótima alternativa.


Separe e priorize os conteúdos.

Escolha os mais importantes e funcionais e os priorize. É melhor fazer uso do ensino baseado em acertos, menos conteúdo e repetições.


Separe 10 a 15 minutos da aula para dar atenção especial ao aluno a fim explicar melhor o conteúdo que foi ministrado.

Pode ser necessário explicar ou adaptar de forma diferenciada o mesmo conteúdo, com o intuito de facilitar a compreensão da criança com TEA.


Seja objetivo.

Durante a explanação ou execução de atividades, seja objetivo e direcione as coisas de forma simples e rápida.


Evite usar comandos longos.

Você deve ser consistente, claro e objetivo para que facilite o entendimento da criança.


A pessoa com autismo gosta de rotina.

No início pode ser que a criança com autismo TEA tenha dificuldades para entrar na rotina, porém, quando se encontra nessa rotina, ela gosta bastante de segui-la.


Espero que essas dicas tenham sido valiosas para você que busca melhorar a forma de lidar com o autismo em sala de aula! Compartilhe esse conteúdo pra ajudar mais famílias atípicas.

Quantas crianças autistas tem na sua sala de aula?

  • De 1 a 2 crianças

  • Mais de 2 crianças



* Carlayne Carvalho é Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga, Especialista em Desenvolvimento Infantil e Intervenção Precoce, Terapeuta Certificada ESDM pelo Mind Institute UC/Davis.

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