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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Autismo e a escola


O começo da caminhada escolar pode ser uma experiência difícil e complexa, tanto para alunos que entram nessa nova etapa ou aqueles que se mudam para outra instituição de ensino. Reflitam comigo, e para crianças que possuem limitações e dificuldades de aprendizado, como é o caso dos alunos portadores do transtorno do espectro autista (TEA)? A situação é delicada e merece nossa atenção, logo retrata a realidade de milhões de brasileiros.

"Olho para trás e lembro-me de como as informações, capacitações e especializações sobre autismo, ainda era algo distante para toda comunidade escolar, que bom que tudo mudou"

A abordagem desse assunto é recente, e grande parte das escolas estão tornando-se conscientes sobre sua importância nesse contexto. O número de alunos autistas matriculados em salas de aula comuns está crescendo de forma rápida e em grandes escalas, indicando que as escolas deram um grande passo em direção à inclusão.

Analisando as experiências que compartilho com famílias atípicas, igualmente tudo que vivenciei nas instituições privadas e públicas da rede de ensino, consigo ter um olhar amplo dos dois lados.

Olho para trás e lembro-me de como as informações, capacitações e especializações sobre autismo, ainda era algo distante para toda comunidade escolar, que bom que tudo mudou! Nos dias atuais o contexto é outro, temos acesso as informações na palma de nossas mãos, e se tornou urgente que os profissionais da área da educação busquem qualificação especializada. Contribuindo desta forma com o desenvolvimento dos alunos. Informação traz um olhar mais atento para observar os sinais, mais segurança em levar aos responsáveis importantes aspectos observados, realizar adaptações quando necessárias, como também a elaboração do PEI (Plano Educacional Individualizado).

PAPEL DA ESCOLA

O papel da comunidade escolar é realizar a inclusão, garantindo que os alunos desfrutem dos seus direitos e um deles é a elaboração do plano educacional individualizado, este que muitos responsáveis não possuem a informação, que a escola deve realizar desde a educação infantil, não somente a partir do ensino fundamental como de costume.

O PEI é direito de todas as crianças que necessitam de adaptações respeitosas, considerando o que ela já adquiriu, como ela aprende e o que deve aprender. Sua construção deve estar interligada com as orientações de todos os profissionais e pessoas que convivem com a criança diretamente, com o objetivo de contribuir.

A escola é um ambiente rico em estímulos pedagógicos e sensoriais, inclusive uma qualidade excepcional na interação, com outras crianças. Boa parte do tempo as crianças passam na escola, ambiente este que proporciona estímulos que são difíceis de encontrarmos em outros locais. A educação é um dos maiores instrumentos para o desenvolvimento de uma criança autista, a mesma aprende tanto conteúdos acadêmicos e atividades do cotidiano. Sabemos que o caminho não é simples contudo, fica claro que com amor todas podem aprender no seu tempo e do seu jeitinho.


A relação entre os pais, professores e terapeutas é muito importante nesse processo, juntos irão encontrar maneiras na atuação, favorecendo o desenvolvimento e trazendo mais significado para aprendizagem. Portanto, além de inclusiva e acolhedora, a instituição escolar precisa constituir, nesse espaço de produção, a inclusão para todos os alunos, sem distinção.

* Carlayne Carvalho é Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga, Especialista em Desenvolvimento Infantil e Intervenção Precoce, Terapeuta Certificada ESDM pelo Mind Institute UC/Davis

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