top of page
Mãe de primeira viagem

+publicidade+

eduardo-duarte-banner.png
Flint-Geovanna-tominaga.jpg

Conheça o novo livro infantil de Geovanna Tominaga

Você já usou o celular para parar uma birra?


Você já usou o celular para parar uma birra?

É uma cena comum. A criança faz birra no mercado, em casa, no restaurante... e o celular aparece como solução rápida. Funciona na hora. O choro para, a tensão baixa, a situação se resolve.


Mas o que parece uma saída inteligente pode estar comprometendo algo muito mais importante: a capacidade do seu filho de aprender a se regular emocionalmente.


Telas: a chupeta digital

Pesquisadores canadenses criaram um nome para esse comportamento: chupeta digital. É quando a tela é usada de forma sistemática para interromper estados emocionais difíceis, como birra, frustração, tédio, ansiedade.


Pesquisadores belgas criaram um termo para esse comportamento: regulação emocional digital parental. É quando a tela é usada sistematicamente para interromper estados emocionais difíceis, birra, frustração, tédio, ansiedade.


Segundo o estudo publicado no Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry , pais de crianças com maior dificuldade de regulação emocional tendiam a recorrer mais às telas como ferramenta de acalmar, criando um ciclo que se autoalimenta: quanto mais a tela era usada para regular emoções, menos as crianças desenvolviam as habilidades de autorregulação por conta própria.


Outro estudo, publicado na revista Emotion acompanhou crianças de 3 a 4 anos e confirmou a mesma direção: o uso de telas como regulador emocional associou-se ao longo do tempo a maior reatividade emocional, menor repertório emocional e menor empatia nas crianças, comparadas àquelas cujos pais adotavam outras estratégias de acolhimento.


Por que o cérebro infantil não consegue resistir?

A regulação emocional é uma habilidade neurológica, não um traço de personalidade. Ela depende da maturação do córtex pré-frontal, a região responsável pelo controle inibitório e pela regulação das emoções. Essa região só termina de se desenvolver por volta dos 25 anos.


Isso significa que a criança pequena genuinamente não tem as ferramentas neurológicas para atravessar uma emoção intensa sem ajuda externa. O que ela precisa não é de entretenimento, é de um adulto presente que a ajude a atravessar o desconforto.


Quando substituímos essa presença pela tela, resolvemos o sintoma mas privamos o cérebro do treino que ele precisaria para desenvolver a capacidade de se regular sozinho.


Como o ciclo se instala


Você já usou o celular para parar uma birra?

O uso da tela como regulador emocional cria um ciclo que se autoalimenta em três etapas. A criança aprende que a tela resolve o desconforto. Quando o desconforto aparece, ela busca a tela.


Sem a tela, o desconforto se intensifica, e a birra fica cada vez maior.


O que fazer na prática

Não se trata de nunca usar a tela. Trata-se de não usá-la como regulador emocional primário. Três substituições com base na ciência:


1.Nomear o que a criança está sentindo antes de qualquer coisa.

"Você está com raiva porque não conseguiu." "Você ficou frustrado porque acabou o tempo." Essa nomeação, por si só, já ativa regiões do córtex pré-frontal e ajuda o cérebro a processar a emoção. Não é pouco — é neurociência.


2.Estar presente no desconforto sem resolver.

A presença calma de um adulto é o regulador emocional mais poderoso que existe para uma criança pequena. Não é fazer nada de especial — é estar ali, com o corpo inteiro, sem o celular na mão, enquanto a emoção faz seu trabalho.


3,Deixar a birra chegar ao fim.


Você já usou o celular para parar uma birra?

Birras têm início, meio e fim. Quando a criança descobre — repetidamente — que a emoção passa e que ela sobreviveu a ela, está construindo algo que nenhuma tela constrói: a certeza de que consegue atravessar o desconforto.


Você não precisa fazer isso perfeitamente. Precisa fazer com mais frequência do que não faz.


Usar a tela para parar uma birra não faz de você um pai ou uma mãe ruim. Faz de você um ser humano exausto fazendo o que pode com o que tem.


O que muda quando a gente entende a neurociência por trás desse comportamento

é a intenção. Da próxima vez que seu filho chorar, o que ele mais precisa não é de entretenimento. É de você.


Geovanna Tominaga é jornalista, especialista em infância contemporânea e neurodesenvovimento, autora do livro Terra do Contrário (PNLD 2026-2029) e idealizadora do Conversas Maternas.

Comentários


Conversas Maternas
  • Twitter
  • Grey Instagram Ícone
  • Cinza ícone do YouTube
  • LinkedIn

Deixe seu email pra receber mais dicas!

Seja bem-vindo!

Mãe de primeira viagem

Eu sou Geovanna Tominaga, jornalista, educadora parental, especialista em neurociência, educação e desenvolvimento infantil. Sou estudante de psicopedagogia e mãe do Gabriel. 

Apaixonada por comunicação, criei o "Conversas Maternas" pra compartilhar  dicas e informações sobre maternidade e desenvolvimento infantil na Primeira Infância para uma parentalidade mais consciente.


Visite também o meu canal no Youtube e Instagram. 

  • Twitter
  • Grey Instagram Ícone
  • Cinza ícone do YouTube
  • Spotify
BANNER GRUPO DE MÃES.jpg

Deixe seu email e receba mais dicas

NEWSLETTER

Seja bem-vindo!

Logo Conversas Maternas

Feito carinhosamente por  Get Conteúdos Digitais

  • Twitter
  • Instagram
  • YouTube
  • LinkedIn
Siga o Conversas Maternas nas redes sociais

MATERNIDADE | DESENVOLVIMENTO INFANTIL | PRIMEIRA INFÂNCIA

© 2020-2023  | Criado por @getconteúdos |  Geovanna Tominaga

bottom of page