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Como diminuir o tempo de tela dos filhos: 5 Dicas sem caos



Como diminuir o tempo de tela dos filhos

Se você já tentou confiscar o celular ou desligar o videogame no meio de uma tarde caótica, sabe que a reação quase nunca é pacífica.


Crises de choro, cara feia e a famosa frase "mãe, não tenho nada para fazer" costumam ser o preço que pagamos ao tentar estabelecer limites digitais na infância real.


Como mãe e estudiosa da Neurociência, sei que o segredo não está em proibir radicalmente, mas em criar estratégias de transição que o cérebro da criança consiga processar sem entrar em curto-circuito.


Abaixo, separei 5 passos práticos e possíveis para aplicar na rotina da sua casa hoje mesmo.


DICA 1. Não retire a tela abruptamente: avise antes !


O cérebro das crianças fica inundado de dopamina (o hormônio do prazer e da recompensa) enquanto elas assistem a vídeos curtos ou jogam.


Cortar esse estímulo de surpresa gera uma queda brusca desse neurotransmissor, o que causa a irritabilidade imediata.


EXPERIMENTE ASSIM: Em vez de dizer "desliga agora", crie combinados visuais ou temporais com antecedência.


Use frases como: "Quando o despertador tocar em 10 minutos, nós vamos desligar" ou "Assim que esse episódio acabar, o tablet vai descansar".

Como diminuir o tempo de tela dos filhos

DICA 2. Aplique a estratégia do substituto atraente


Dê ao cérebro dela o tempo de se preparar para a pausa. Se você simplesmente desliga o aparelho e manda a criança ir "brincar", a tendência é que ela sinta um tédio desconfortável e insista em voltar para o digital.


-> Ofereça uma alternativa analógica que exija interação física ou sensorial nos primeiros minutos pós-tela. Deixe blocos de montar, massinha de modelar ou um livro ilustrado já expostos na mesa.


Entre na brincadeira por apenas 5 minutos para fazer a transição junto com ela. Depois que ela engajar, você pode se retirar.


DICA 3. Crie Zonas de desconexão


Mudar o comportamento pode exigir mudar o ambiente. Se as telas estão espalhadas por todos os cantos, o consumo vira um hábito automático.


EXPERIMENTE ASSIM: Defina espaços e momentos inegociáveis onde os eletrônicos não entram. Os dois principais devem ser:


  • mesa de refeições: para estimular a conversa e a mastigação consciente.

  • quarto das crianças: principalmente à noite! Lembre-se: a luz azul dos aparelhos interfere na produção de melatonina, prejudicando o sono reparador essencial para o aprendizado escolar.


DICA 4. Substitua a culpa pela previsibilidade da rotina


A ansiedade infantil diminui drasticamente quando a criança sabe exatamente o que vai acontecer no dia dela. Se o horário de usar a tela é aleatório, ela passará o dia inteiro pedindo e testando os seus limites.


EXPERIMENTE ASSIM: Monte um quadro de rotina simples. Pode ser com desenhos ou palavras.


-> Deixe claro que o momento da tecnologia acontece depois que os deveres da escola ou as tarefas de casa forem cumpridos, e que existe um horário fixo de término.


Quando a rotina é previsível, a disputa pelo controle deixa de existir.


Como diminuir o tempo de tela dos filhos:

DICA 5. Seja o espelho digital que você deseja ver


As crianças são excelentes observadoras e péssimas ouvintes. Não adianta exigir que eles saiam do tablet se nós passamos os momentos em família respondendo mensagens de trabalho ou rolando o feed das redes sociais de forma automática.


EXPERIMENTE ASSIM: Policie o seu próprio uso na frente deles.


-> Quando estiver conversando com o seu filho, abaixe a tela do celular, olhe nos olhos e mostre que a presença dele é mais interessante do que qualquer notificação.


*Geovanna Tominaga  é jornalista, escritora e palestrante. Especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil, graduanda em Psicopedagogia e criadora do Conversas Maternas. Pesquisa criatividade, aprendizagem e os desafios da infância contemporânea.

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Mãe de primeira viagem

Eu sou Geovanna Tominaga, jornalista, educadora parental, especialista em neurociência, educação e desenvolvimento infantil. Sou estudante de psicopedagogia e mãe do Gabriel. 

Apaixonada por comunicação, criei o "Conversas Maternas" pra compartilhar  dicas e informações sobre maternidade e desenvolvimento infantil na Primeira Infância para uma parentalidade mais consciente.


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