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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Tecnologia na infância

Entenda os benefícios e riscos para as crianças


Infância e Tecnologia

A relação entre infância e tecnologia é um tema que tem sido amplamente discutido nas últimas décadas, à medida que a tecnologia digital se tornou cada vez mais presente na vida cotidiana das crianças. O tempo de tela é uma preocupação para pais e educadores estão


Essa interação tem tanto aspectos positivos quanto desafios a serem considerados.

 

Por um lado, a tecnologia pode oferecer oportunidades educacionais sem precedentes para as crianças. No entanto, há preocupações significativas sobre os efeitos negativos do uso excessivo e inadequado da tecnologia na infância. Vamos falar sobre eles?


Tecnologia na infância

Aplicativos educacionais, jogos interativos e recursos online podem enriquecer a aprendizagem e promover habilidades importantes, como pensamento crítico, resolução de problemas e criatividade. A tecnologia pode expandir os horizontes das crianças, expondo-as a diferentes culturas, idiomas e perspectivas por meio de recursos como vídeos, redes sociais e plataformas de aprendizado online.

 

No entanto, há preocupações significativas sobre os malefícios do uso inadequado da tecnologia na infância. O tempo gasto em dispositivos eletrônicos pode levar a problemas de saúde física e mental:

  • Obesidade e problemas de sono

O uso excessivo de telas afeta o sono ao estimular o cérebro da criança e do adolescente. O mesmo pode acontecer com a alimentação, que tende a ser deixada de lado enquanto durante os momentos de entretenimento com os eletrônicos.

  • Irritabilidade

A irritabilidade surge em decorrência da super-estimulação e por motivos periféricos como dores de cabeça, vista cansada ou reflexo de restrições necessárias, como o pedido para deixar de utilizar os aparelhos eletrônicos.

  • Ansiedade e Depressão

Estudos acerca da exposição de crianças e adolescentes às telas identificaram que adolescentes com mais de 7 horas por dia nas telas tinham mais probabilidade de desenvolver distúrbios em comparação a quem tinha exposição de apenas uma hora.



Queda no rendimento escolar

Outro problema é a queda no rendimento escolar. Ela pode acontecer por diversos motivos, como reflexo dos problemas de sono. Porém, também é possível que as crianças e adolescentes deixem de dedicar o tempo necessário aos estudos enquanto passam mais tempo diante das telas.


Em alguns colégios, o uso de aparelhos eletrônicos acontece dentro das salas de aulas, desviando a atenção do conteúdo pedagógico. O acesso fácil a conteúdo inadequado ou prejudicial online é uma preocupação para muitos pais e educadores. Por isso, é fundamental ter regras bem estabelecidas e manter um controle sobre a utilização dos dispositivos.


Tempo de Tela: saiba qual é a recomendação

É essencial encontrar um equilíbrio saudável no uso da tecnologia na infância.

A recomendação para o tempo de tela na infância podem variar dependendo da idade da criança e das diretrizes de diferentes organizações de saúde e especialistas.


Veja as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria(SAP):

  • Bebês - a 2 anos:  não devem ter acesso às telas, nem mesmo passivamente.

  • Crianças entre 2 e 5 anos: devem limitar o tempo de tela à 1 hora por dia, sempre com mediação e supervisão.

  • Crianças entre 6 e 10 anos:  devem limitar o tempo de tela a 1-2 horas diárias.

  • Adolescentes de 11 a 18 anos: podem acessar às telas e videogames de 2-3 horas por dia. 

Acesse o material completo da SBP para conhecer todas as diretrizes da instituição.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS)também definealgumas recomendações, baseados em estudos a respeito dos efeitos das telas nas crianças e adolescentes:


  • Até 1 ano: não é recomendado ter contato com telas;

  • 1 ano de idade: evitar o tempo nas telas, dando preferência para programas educacionais ou que estimulem atividades;

  • 2 anos: até uma hora, preferivelmente manter o mínimo possível;

  • Entre 3 e 4 anos: Não deve ultrapassar uma hora de tempo sedentário diante às telas.

Todas tem a mesma recomendação de que se deve encerrar o tempo de tela cerca de duas horas antes de dormir e evitar a exposição durante refeições e outras atividades.


Excesso de telas e desenvolvimento socioemocional


Tecnologia na infância

Outro ponto de preocupação é o impacto da tecnologia no desenvolvimento social e emocional das crianças.


O uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode limitar as oportunidades de interação face a face, o que é crucial para o desenvolvimento de habilidades sociais, empatia e conexões interpessoais. A tendência de criar relacionamentos e contatos apenas virtuais podem desencadear dificuldades para a interação social pessoal. Isso pode refletir em problemas para se comunicar corretamente, se expressar.


Além disso, a exposição precoce a conteúdo adulto ou violento online pode afetar negativamente o desenvolvimento emocional das crianças.


Controle e cuidado

Pais e educadores devem aprender como exercer a mediação entre crianças e a tecnologia. O mais importante é garantir um equilíbrio saudável entre o tempo de tela e outras atividades importantes para o desenvolvimento físico, emocional e social da criança. É importante educar as crianças sobre o uso responsável da tecnologia, ensinando-as a serem críticas em relação ao que veem online e a adotarem comportamentos seguros na internet.


Além disso, é essencial que os pais estejam envolvidos e atentos ao conteúdo que seus filhos consomem online, além de modelarem um uso responsável e equilibrado da tecnologia. Isso inclui estabelecer limites claros de tempo de tela, supervisionar o conteúdo acessado, estimular e envolver as crianças em atividades off-line, como esportes, arte e brincadeiras ao ar livre.


A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para enriquecer a infância, mas é importante usá-la de forma equilibrada e responsável, considerando sempre o bem-estar físico, emocional e social das crianças.


*Geovanna Tominaga é  jornalista, educadora parental, especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil. Graduanda de Psicologia e mãe do Gabriel. É fundadora do Conversas Maternas.

 

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