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Conversas Maternas - Eduardo Duarte

Arte na Infância


Arte na Infância

A Arte pode e deve estar presente em todas as fases da vida. Pode ser fonte de inspiração expressiva, ferramenta de ensino, ter uma função terapêutica, ser entretenimento ou a Arte por ela mesma. Ela potencializa as nossas emoções, os sentidos, a nossa expressividade, comunicação, ou seja, a essência do ser humano.


Falando em essência, você sabia que a Arte pode atuar de forma significativa no período da gestação e nos primeiros anos de vida de um bebê, nos conhecidos “mil dias”?


Arte na Infância

Com o objetivo de contribuir para o bem-estar e informar sobre inovações no campo da Arte direcionadas para essa fase, algumas práticas artísticas que são possíveis de serem inseridas na rotina das mulheres e de seus filhos/filhas foram selecionadas. Elas reforçam uma nova visão de um processo mais humanizado desse momento tão precioso e delicado.


Mas é importante lembrar que para realizar essas atividades, é essencial uma troca com seu obstetra/ginecologista/doula e pediatra. Também que, essas práticas artísticas devem ser prestadas por profissionais habilitados em cada área. Então, ao procurar esses serviços, informe-se sobre a formação dos mesmos.


Arte na Infância: a musicoterapia



Arte na Infância

Para começar, vamos conhecer um pouco sobre a Musicoterapia durante os “mil dias”. Segundo a sua federação mundial, “a Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e restabelecer as funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida”. A Musicoterapia é um híbrido entre Arte e Saúde e além de reabilitar, pode também atuar na prevenção. No caso de uma gestação ela entraria durante toda o período da gravidez e poderia atenuar os danos se houvesse uma separação mãe-bebê imposta por uma possível internação, por exemplo.


Você deve estar se perguntando como a Musicoterapia consegue acessar o bebê durante a gestação, dentro da barriga da mãe. Bem, a base desse trabalho é a Música e Música é som, ou seja, o que se pode escutar com os ouvidos. O bebê está em contato com um universo sonoro que é o ritmo cardíaco da mãe, os líquidos presentes dentro do corpo e os demais órgãos que também produzem sons. Essa é a sua referência sonora. Mas não são só os sons internos que ele pode escutar. Sons externos também são possíveis de serem ouvidos. Diante disso, a voz da mãe também se torna parte dessa referência sonora.


A Musicoterapia, então, através do canto materno e utilização de recursos musicais, fortalece o vínculo afetivo mãe-bebê. Segundo Didier Anzieu, psicanalista francês, “O espaço sonoro é o primeiro espaço psíquico.”. O trabalho musicoterápico, portanto, busca, através de grupos ou atendimentos individualizados, oferecer para as mães, um contato com a Música no seu sentido mais terapêutico.


Arte na Infância: a dança materna

Dançar durante a gravidez? Será possível? Você já ouviu falar em Dança Materna? É uma potente prática artística que proporciona uma vivência consciente dos “mil dias”. A mulher fortalece o seu autoconhecimento e com isso, ela se expressa e se observa nessas profundas transformações que vai vivenciando ao longo dos meses. Alguns dos benefícios da Dança nesse período são a melhora na oxigenação e circulação sanguínea.


Práticas de exercícios de alongamento, fortalecimento e respiração que auxiliam na assimilação mais tranquila das mudanças do corpo são feitas. Dentre todos esses benefícios, também contribui com a preparação para o parto, pois ao dançar, concilia-se ação e entrega. Não só aspectos físicos são desenvolvidos na mãe. Fatores psicológicos são ativados. A Dança Materna também proporciona um retorno à vida social. A mulher passa por um momento de um certo isolamento nos “mil dias”, tem muitos cuidados, sua rotina se altera drasticamente e o encontro com outras mulheres na Dança proporciona uma troca importante e empática para a manutenção das suas emoções.




Arte na Infância

E o bebê nesse contexto? A Dança Materna também pode ser praticada após o nascimento do bebê, nos seus meses iniciais. Logo, ele vivencia uma conexão de forma direta com a mãe, sente o conforto e o relaxamento do balanço da Dança e fortalece a sua proximidade afetiva com ela.


A amamentação é incentivada nos grupos e existem relatos de melhora no sono e redução na incidência de cólicas dos bebês. Se ainda há dúvidas sobre o poder da Dança, Angel Vianna, bailarina e pesquisadora artística esclarece de forma sutil o que é dançar: “Dançar é um registro de vida, de força, expressão, empenho, vontade e paixão que aprofunda cada vez mais os conhecimentos corporais... Nossa história acaba por se inscrever no nosso corpo”.


Arte na Infância: a musicalização

A última prática artística que vamos conhecer e associar aos “mil dias” será a Musicalização. Muitos bebês, antes mesmo de falar, cantarolam. Antes de andar, dançam ao ouvir Música, logo, a Música já nasce com todos. Portanto, a iniciação/estimulação musical é recomendada desde muito cedo, já nos primeiros seis meses de vida. Ao musicalizar, o educador musical sensibiliza os sentidos, principalmente a audição e aguça o contato dos pequenos com os sons do corpo e do ambiente.


Mas ele não tem a pretensão de ensinar nenhuma teoria ou instrumento musical, nem exige que o bebê ou seu acompanhante cantem afinados. O maior objetivo é proporcionar um grande encontro das famílias com a Arte e mais, com a essência do ser humano, que é a expressividade e o sentir. As aulas de Musicalização além de expandirem a escuta delicada, também estimulam processos preciosos do desenvolvimento infantil, como por exemplo a fala, a coordenação motora e a socialização.

"Todas essas práticas artísticas apresentadas impulsionam um olhar humanizado para o desenvolvimento infantil e são um convite para uma vida com Arte."

O educador musical, logicamente, precisa ter formação e dominar o entendimento de ritmo, melodia, harmonia, dentre muitos outros conceitos musicais e compreender sobre os parâmetros sonoros, mas as aulas devem ser vivenciadas de forma lúdica e sensorial e as músicas apresentadas quase que como uma grande brincadeira. Segundo Piaget, psicólogo suíço, o afeto é o principal impulso motivador dos processos de desenvolvimento mental da criança, logo, os bebês criam um vínculo afetivo com a experiência musical lúdica e consequentemente aprendem com muita facilidade.


Todas essas práticas artísticas apresentadas impulsionam um olhar humanizado para o desenvolvimento infantil e são um convite para uma vida com Arte. A ideia é compreender a infância de forma cuidadosa e perceber o quanto tudo o que se vive desde o nascimento, ou até mesmo antes dele, reverbera por toda vida.


* Julia Ludolf é formada em Licenciatura em Teatro e Pós- graduada em Música. Hoje, Julia estuda Arte-Terapia e Terapia do som, conhecida como "Sound Healing"



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